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Maverick: Lançamento, vendas e problemas

Hoje continuamos nossa série de matérias especiais sobre o Maverick. Já falamos sobre o surgimento e a consagração nos anos 70, além da história em outros países e a chegada ao Brasil. Desta vez vamos falar especificamente sobre o lançamento, as vendas e os problemas.

Lançamento do Maverick

Como já citamos nos outros posts, o Maverick foi muito testado antes do seu lançamento no Brasil. Já eram mais de 1 milhão de km rodados em vias principais, secundárias e estradas de chão. O carro foi projetado para ser resistente em todas as condições.

Reclamação comum na época, os sistemas de freio e embreagem foram exaustivamente revisados e adaptados para proporcionar o melhor desempenho possível.

Milhares de fotos foram produzidas pela famosa agência J. Walter Thompson Publicidade. Comerciais eram reproduzidos repetidamente no rádio e na televisão. Entre os principais pontos, estavam a característica familiar do carro, sua economia e o design moderno. Para o modelo GT, todos os comerciais chamavam a atenção para seu desempenho nas pistas.

Para os brasileiros que duvidavam da potência, a Ford preparou uma campanha com o campeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi. No autódromo de Interlagos, o piloto chegou de helicóptero e foi diretamente para o veículo, que foi levado ao limite.

Todo o trajeto foi gravado. Fittipaldi descreveu toda a pista, destacando os principais pontos do autódromo e mostrando como o carro se comportava em cada parte. E pra quem pensa que tudo foi apenas encenação, é possível até mesmo notar que os pneus foram trocados durante as diferentes etapas da gravação. Profissionais que trabalharam durante os testes, afirmaram que Fittipaldi chegou a 195 km/h.

Os comerciais na televisão destacavam o nome do carro e sua pronúncia correta. Os locutores diziam repetidamente Maverick (leitura correta = Máverick) enquanto imagens do carro eram exibidas.

A festa oficial de lançamento foi realizada no Rio de Janeiro, no dia 20 de junho de 1973. Durante 3 dias, jornalistas e especialistas do segmento puderam testar os carros (nas pistas de Jacarepaguá).

Foi realizada a 1º Copa Maverick entre os jornalistas. Antes mesmo de chegar as lojas, o modelo considerado 1º Maverick foi sorteado. A chegada do Maverick no Brasil foi um verdadeiro espetáculo!

Vendas e problemas

Inicialmente as vendas foram dentro do esperado. Ótimos números para a Ford que intensificava sua atuação no Brasil. Porém, ainda nos primeiros anos, a crise do petróleo afetou todos os países que trabalhavam com a exportação.

Com a alta no preço do combustível, as vendas de veículos caíram como um todo. No caso do Maverick, o modelo GT (único com motor V-8) foi um dos que mais sofreu com a crise.

Com testes mais detalhados, algumas falhas começaram a ser destacadas na imprensa especializada. A versão Cupê era criticada pela falta de espaço no banco traseiro. Quem tivesse mais de 1,8m de altura tinha que se curvar para caber no veículo. A largura dos bancos também dificultava que mais de 4 pessoas estivessem no carro.

O modelo sedã era um dos menos criticados, no entanto não chamava muita atenção do público. Os dois favoritos da opinião popular eram o cupê e o GT.

Sobre os motores, a Revista Quatro Rodas e a Autoesporte destacavam que o de seis cilindros era relativamente fraco, mesmo com a direção confortável que proporcionavam. O consumo de combustível era praticamente igual ao V-8, algo ilógico, tendo em vista que o motor de 8 cilindros apresentava desempenho melhor.

maveirck 1975Identificando esse problema entre a pouca diferença de consumo entre os dois motores, a Ford fez uma gigantesca reforma na fábrica de Taubaté e em 1975 inseriu no mercado os motores de quatro cilindros. Neste momento as vendas já haviam diminuído e a desconfiança do mercado era grande.

As falhas e a demora da Ford nas correções fizeram com que a vida do carro fosse curta. Em 1977 foram realizadas as últimas alterações. Tratavam-se de medidas muito mais estéticas, tendo em vista que o projeto Corcel II já chamava a atenção.

Vendo que não poderia reverter o quadro, a Ford já começava a planejar o fim do Maverick. Logo o Corcel II começou a tomar espaço e em seguida o Del Rey foi lançado. Acabava ali a era do Maverick!

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