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Maverick: história em outros países e a chegada no Brasil

Após contarmos sobre o surgimento e a consagração do Maverick, agora vamos falar sobre a popularização do carro em outros países e a chegada no Brasil. Para ler nossa primeira matéria sobre o tema, em que abordamos um resumo da cronologia do veículo, clique aqui.

Maverick em outros países

Com o sucesso inicial nos Estados Unidos, sua produção se espalhou por outros países. No Canadá a linha produzida seguiu os moldes iniciais da linha Maverick de 1970, com uma certa diferenciação nas campanhas de marketing, com maior apelo para os detalhes do interior do carro.

No México, o carro foi produzido entre 70 e 77 e foi batizado de Falcon Maverick. Isso porque o Falcon já era um carro famoso por lá e, como o Maverick tinha as muita inspiração no Falcon, a Ford acreditou que essa jogada de nomes poderia acelerar as vendas.

Uma curiosidade do veículo em solo mexicano é a parceria realizada com o empreendedor Carroll Shelby, a qual originou no Shelby Maverick.

Isso mesmo, o mago das preparações em veículos da Ford e criador do modelo Cobra também colocou as mãos no Maverick para fazer uma versão exclusiva, que foi comercializada apenas em terras mexicanas.

O mercado mexicano era relativamente pequeno quando comparado ao estado unidense, canadense e brasileiro, o que faz esse acontecimento ser ainda mais surpreendente.

A explicação está no fato de que Carroll Shelby havia vendido o nome Cobra para a Ford e estava proibido de vender peças com esse nome nos Estados Unidos. No entanto, no México não existia essa proibição. Além disso, ele possuía um parceiro comercial chamado Eduardo Valásquez, o qual tinha grande tino para os negócios.

Em conjunto, eles produziram ao todo 300 Shelby Mavericks, 200 Mustangs GT 350 e 2200 Galaxies Continental, todos exclusivos para os distribuidores Ford no México. Outra cusiosidade era o nome original do Shelby Maverick: Maverick Mercury Comet GT Shelby de México.

Depois do sucesso do modelo nos três países já citados, era natural que Ford quisesse fixar esse produto também em outros mercados e o Brasil era um desses alvos. A vinda do Maverick par o Brasill foi planejada por Lee Iacocca, presidente mundial da Ford, e Joseph O’Neill, presidente da subsidiária brasileira.

Era o começo do sucesso do Maverick em terras brasileiras. O Mavecão estava chegando.

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Maverick no Brasil

Com o sucesso do carro em países como Estados Unidos e México, a Ford enxergou no mercado tupiniquim a possibilidade de expansão. O processo de migração foi planejado em conjunto por Lee Iacocca (presidente mundial da Ford) e Joseph O’Neill (presidente da Ford no Brasil).

Um laboratório foi realizado com 1300 potenciais clientes. A intenção era frear o sucesso do Opala e determinar quais as necessidades do público-alvo.

A intenção da Ford era de fazer o lançamento em 1973. Para isso, trouxeram, em fevereiro de 1972, sete Mavericks (modelo americano) para testes. O próprio Iacocca veio ao Brasil para acompanhar a fase de testes.

No pátio da Ford, todos os modelos produzidos foram comparados com seus concorrentes diretos. O presidente da empresa, após fazer ajustes e aprovar os projetos, encontrou o presidente do Brasil, general Emílio Médici, solicitando a permissão para o início da produção.

Após toda essa etapa, já em novembro de 1972, o primeiro modelo Maverick foi apresentado para a imprensa. No São do Automóvel de 1972, o modelo já estava presente.

Uma das primeiras fotos publicadas mostra modelos com roupas no estilo country, fazendo referência a origem norte-americana do veículo. O GT 302 V-8 foi destaque nas primeiras avaliações.

Depois de causar boas impressões, o Maverick precisa ser revisado. A fábrica de São Bernardo do Campo, herdada da linha Willys-Overland, foi escolhida para abrigar o Maverick. Neste local eram produzidos os utilitários e o Corcel. Os primeiros foram deslocados, enquanto o Corcel continuou sendo produzido junto com o Maverick.

Para a produção em São Bernardo do Campo, foram investidos US$ 40 milhões. Diversas adaptações eram necessárias para o início da produção em série.

Os 3 primeiros Mavericks produzidos na nova fábrica foram direto para a equipe de Engenharia Experimental. Esses profissionais eram responsáveis por realizar os testes mais realistas possíveis e determinar as falhas.

Em apenas 25 dias, foram rodados 20.000km, tempo e distâncias suficientes para os últimos ajustes. Com todos os detalhes revisados, foi autorizada a produção em série. Em 4 de junho o carro estava pronto e faltava apenas o planejamento do evento de lançamento.

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